Prémio Valmor de 1928 – Palacete Vale Flor – Alterado / Demolido 1952/53


Palacete Vale Flor, projeto original do Arquiteto Pardal Monteiro,
Fotografia de 1952, pouco antes da reabilitação do edificio.

O Prémio Valmor de 1928 coube ao Palacete Vale Flor na Calçada de Stº Amaro, 83-85, projetado pelo Arquiteto Pardal Monteiro sendo a Sociedade Agrícola Vale Flor sua proprietária.
Edificado em 1925, era uma habitação isolada de estrutura ainda bastante clássica, o júri recomendou a moradia com jardim como um “modelo de um género de construções que muito conviria desenvolver nas encostas de Lisboa, para interromper com manchas de verdura a monotonia do casario banal e para multiplicar os terraços de onde se possam desfrutar os incomparáveis panoramas da cidade”. 


Foto do edifício atual da Calçada de Stº Amaro, 83-85, Lisboa.


O edifício virai a ser desocupado e vendido, sofreu fortes remodelações em 1953, há quem defenda que tenha sido praticamente demolido, o novo edifício também de habitação atualmente serve de instalações à Embaixada da República da Hungria. Do projeto original do arquiteto Porfírio Pardal Monteiro não vislumbram grandes semelhanças arquitetónicas entre os edifícios, o termo “remodelação” terá servido para a perpetuação do prestigiado título de arquitetura atribuído ao projeto de Pardal Monteiro.
De entre 1923 e 1943, período correspondente à 2.º fase da Arquitetura premiada com o Prémio Valmor, verificou-se uma irregularidade na atribuição do prémio, apelas atribuídos 11 prémios em 21 anos, depois de três anos sem atribuição do prémio, em 1927 e 1928, o júri verificou a falta de projetos assinados por arquitetos no conjunto de muitos projetos apresentados, uma percentagem bastante diminuta, razão pela qual, a linda cidade de Lisboa, tão encantadora pela natureza, se foi tornando tão banal e antiestética pela obra do homem.


Porfírio Pardal Monteiro (Pero Pinheiro, Sintra, 16 Fevereiro 1897 – Lisboa, 19 Fevereiro 1957) foi um arquitecto e professor universitário português. É um dos mais importantes arquitetos da primeira metade do Século XX em Portugal.

Pardal Monteiro foi distinguido 5 vezes com o Prémio Valmor correspondente aos anos de 1923, 1928, 1929, 1938 e 1940 com as seguintes edificações situadas na Av da República, N.ºs 49-49-D; Calçada de Santo Amaro, Nº. 83-85; Av. Cinco de Outubro, N.ºs 207-215; Av. Marquês de Tomar (Igreja N.ª S.ª de Fátima) e Av. da Liberdade, N.ºs 266-266-A (Sede do «Diário de Notícias»), na fase inicial da sua carreira que ficou caraterizada por uma fase de gosto internacional e de influência evidente da Arts Déco, são exemplos o prédio da Avenida da República (1923) e na moradia da Avenida Cinco de Outubro (1929). Já referente à sua fase modernista, destacamos a Igreja de Fátima que foi o edifício a ser premiado em 1938 e do edifício do Diário de Notícias na Avenida da Liberdade (1940). Com Miguel Jacobety Rosa e Veloso dos Reis Camelo que trouxeram novidades técnicas, foram premiadas as moradias nºs 92-94 da Rua da Infantaria 16 (1931, posteriormente acrescentada com dois pisos, que também será abordada), e ainda com Raul Lino, ficou marcada uma rutura com os júris do prémio Valmor com o estilo da Casa Portuguesa (1930, Rua Castilho, nº64, demolida posteriormente). A partir de 1943 elegeram-se um dos melhores prédios do “português suave” onde a arquitetura moderna lisboeta se conformava ao historicismo limitativo do regime político. O Prémio do legado Valmor foi assim sendo adaptado ao tempo, épocas e contextos políticos, económicos e sociais do país. Essas adaptações construíram uma linguagem própria da arquitetura nacional e desenharam uma linha condutora na História da Arte da Nação e permitiram-nos igualmente entender de que forma as influências estrangeiras foram assimiladas e aplicadas em Portugal nos edifícios e na restante arte.

Fontes:
A AÇÃO CULTURAL E MECENÁTICA DE FAUSTO DE QUEIRÓS GUEDES, 2º VISCONDE DE VALMOR (1837-1898) E O PRÉMIO VALMOR DE ARQUITETURA (1902-1943), Raquel Maria da Silva Fernandes David, 2016;
monumentos.gov.pt
pt.wikipedia.org
chooseroyal.wordpress.com
archive.is
jaimeroriz.com
comjeitoearte.blogspot.com
restosdecoleccao.blogspot.com

Prémio Valmor de 1930 – “Casa Portuguesa” de Sacadura Cabral – Demolido em 1982

O primeiro Prémio Valmor atribuído nesta década, em 1930, coube a uma moradia na Rua Castilho, 64-66, um projeto do arquiteto Raul Lino da Silva (1879-1974) para Sacadura Cabral, que não viria a ocupá-la, tendo sido vendida nesse mesmo ano a Manuel Duarte.

Esta moradia refletia as preocupações do arquiteto com a temática da «casa portuguesa», sobre a qual se debruçou durante vários anos, traduzidos nas formas arquitetónicas portuguesas tradicionais, com jardim circundante e o uso de elementos característicos como o alpendre, os beirais, as cantarias e o azulejo. Demolida em 1982, as cantarias, colunas e portões foram posteriormente utilizados na construção do Pátio Alfacinha. Atualmente o espaço é ocupado por um parque de estacionamento.


Nesse ano foi também atribuída uma Menção Honrosa a um edifício de habitação na Avenida da República, 54, com projeto de Porfírio Pardal Monteiro (1879-1957) para Isidoro Sampaio de Oliveira. Edifício de características modernistas, foi demolido em 1962, dando lugar a um edifício de escritórios, foi objeto de análise em post anterior.


Arquiteto Raul Lino da Silva

Raul Lino da Silva foi um arquiteto de um paradigma consistente e inovador. Criando espaços voltados e organizados para pátios interiores, onde existe a criação de sombras e espaços de transição, em que valoriza os alpendres, uma pouco numa perspetiva anti-urbana. Designada romanticamente por Raul Lino como espírito do lugar, muito ao jeito de Frank Lloyd Wright (1876-1959), a sua arquitetura valorizava a articulação com a paisagem, segundo uma composição orgânica, sábia e intuitiva, com gosto pelo uso de materiais tradicionais, que apesar de terem um carácter decorativo são essencialmente funcionais, de acordo com os modos tradicionais do Arts and Crafts. 


Arquiteto Raul Lino da Silva, (1879-1974)

Ao longo da sua vida, projectou mais de 700 obras, tais como a Casa dos Patudos, em Alpiarça, para José Relvas (1904), a Casa do Cipreste, em Sintra (1912), o Cinema Tivoli, em Lisboa, (1925) e o Pavilhão do Brasil na Exposição do Mundo Português de 1940.
Foi ainda autor de numerosos textos teóricos sobre o problemática da arquitectura doméstica popular, como A casa portuguesa (1929), Casas portuguesas (1933) e L’évolution de l’architecture domestique au Portugal (1937).
Posteriormente, alguns textos foram reunidos num livro publicado pelo jornal O Independente em 2004, de nome “Não é artista quem quer”.

“Passeio central com árvores, vivendas; o bonito aspeto da Rua Castilho nos anos 30/40 em dia soalheiro. Avistava-se a estátua do Marquês de Pombal sobressaída do casario.”
Raul Lino da Silva
“Naquele terreno há um parque de estacionamento mas dali não se avista a estátua do Marquês. Tenho impressão que hoje nem nos dias mais soalheiros o Sol banha aquele passeio. As luminárias esgotaram-se na demolição…”
Raul Lino da Silva


Fontes
pt.wikipedia.org
http://www.jaimeroriz.com
lisboadeantigamente.blogspot.com
biclaranja.blogs.sapo.pt
archive.is/

Prémio Valmor de 1910 – Casa de António Macieira -Demolido (1961)


Prémio Valmor de 1910, Av. Fontes Pereira de Melo, 30, [1910-14].
Paulo Guedes, in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

Localizada na Avenida Fontes Pereira de Melo, n.º 30, em Lisboa, encomendada por António Macieira, nasce aquela que foi uma das obras mais assinaláveis do arquiteto Ernesto Koorodi, distinguida em 1910 com a atribuição do Prémio Valmor. Por contemplar uma exigência perante o conforto interior ou o aconchego do sweet home, como concebem e praticam os ingleses, e sem despender de recursos desnecessários. 


Casa António Macieira, Foto da Fachada Principal,
Ernesto Korridi, 1910

A planta de forma quadrangular era dividida com grande rigor, funcional e técnico ao mesmo tempo que a economia de meios se refletia no alçado lateral, virado para o logradouro privado da casa, onde se denotava uma generalizada simplificação decorativa. No fundo, a racionalidade construtiva, aliada à económica, refletia o rigor da obra, relativamente à sua organização espacial e funcional, num registo de continuidade e de inovação.


Casa Antonio Macieira, Planta do piso térreo da casa, Ernesto Korrodi, 1910

Ernesto Korrodi (1870-1944), fui um dos pioneiros e mais bem sucedidos arquitetos da Arte Nova em Portugal, tendo conquistado duas vezes o Prémio Valmor. Para além da Casa de António Macieira, em 1917 o mesmo galardão lhe foi atribuído pelo prédio na Rua Viriato, n.º 5, propriedade de António Macieira Júnior, destacam-se ainda da sua autoria, os projetos para o Castelo da D. Chica, em Palmeira, o Paços do Concelho e a Recuperação do Castelo de Leiria, Casa Museu Egas Moniz (Avanca), de entre outros.


Castelo da D. Chica, também referido como Castelo de Palmeira, Casa da Chica ou Palácio de D. Chica .
Trata-se de um edifício apalaçado, de características ecléticas sobre um estilo romântico, projetado pelo Arquiteto suíço Ernesto Korrodi.
A sua construção iniciou-se em 1915, por iniciativa de Francisca Peixoto de Sousa, nascida no Brasil, que mandou vir do seu país muitas das espécies arbóreas actualmente existentes na mata envolvente.
Ao longo de sua história mudou várias vezes de proprietário, arrastando-se as obras por décadas, só sendo concluídas em 1991, adaptado a restaurante e bar.
Foi homologado como Imóvel de Interesse Público por Despacho de 20 de Fevereiro de 1985.
Atualmente o imóvel encontra-se num estado de abandono e degradação, depois de passar por uma disputa judicial quanto à sua posse, envolvendo várias entidades.


As suas obras decorrem de uma atitude paradoxalmente eclética e moderna, apoiando-se por um lado, numa reinterpretação de soluções referenciadas no período medieval ou na Renascença; por outro lado também e simultaneamente, em fórmulas sediadas nos movimentos Arts and Crafts, Arte Nova (Art Nouveau) ou Secessão. Nos seus projetos persistem determinadas dependências e hierarquias, mas estas se cruzam com as necessidades despertadas pelas inovações técnicas, o que faz com que se preocupe também com a resposta à eclosão de novas funções e mobiliário na casa, a par das exigências higienistas do momento.


A Câmara Municipal de Leiria (CML), Foto de 2014.

O prédio acabaria por ser demolido no finai de 1961 para dar lugar ao Teatro Villaret, infelizmente não foi o único “sacrificado”, numa artéria que praticamente perdeu todo o seu referencial de origem, também o palacete Silva Graça, projeto de Miguel Ventura Terra e Viria, que mais tarde, viria a transformar-se no Hotel Aviz, foi demolido em 1962 para ali se construir o Sheraton e o Imaviz.


Teatro Villaret, foto da Inauguração, 1965.
Propriedade da Tebo-Teatros de Bolso, Lda., do ator Raúl Solnado, que desempenhava também as funções de diretor do espaço, teve o nome em homenagem ao ator João Villaret. Projetado e decorado pelo arquiteto Daciano Costa.

Fontes:
RESDOMUS, Camilo Korrodi: entre a tradição e a modernidade, Ana Filipa Pinto Pinhal (Arquiteta, FAUP/PDA), 2015
lisboasos.blogspot.com
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restosdecoleccao.blogspot.com
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Prémio Valmor de 1907 (Casa Ernesto Empis), Demolido em 1954

Foto da fachada principal da Casa Ernesto Empis

Casa Empis ou Palacete Empis foi um edifício localizado na esquina da Avenida Duque de Loulé, nº 77, com a Rua Luciano Cordeiro, em Lisboa e foi vencedor do Prémio Valmor de 1907.


Foto das traseiras da Casa Ernesto Empis


Foi mandada construir pelo empresário Ernest Empis, com projeto do arquiteto António Couto de Abreu, foi objeto de um artigo na prestigiada revista “A Arquitectura Portugueza” ano I, março de 1908, palácio num estilo eclético e revivalista, com uma clara inspiração francesa radicada no chamado estilo Francisco 1º, (de que são exemplos o castello de Blois, a casa de Diana de Poitiers, etc.), a estrutura espacial acusa, na sua conceção, uma certa dependência ao edifício de rendimento da época. Neste sentido a distribuição interior dos espaços não adquire um sentido palaciano mantendo uma certa monotonia interior sem adquirirem características ou proporções que os individualizem.


Ficha técnica da planta parcial da Casa Ernesto Empis


Tanto o vigamento do rés-do-chão como o do primeiro andar, era feito em vigas de ferro e abobadilhas. As divisórias interiores são todas em alvenaria de tijolo, o que dá não só a solidez, ao edifício como o isenta da propagação de qualquer incêndio.


Ficha técnica das fachadas da Casa Ernesto Empis

Foi o primeiro edifício detentor do Prémio Valmor a ser demolido, em 1954, estando o seu lugar atualmente ocupando por um edifício de dez andares, o Hotel Embaixador, modernamente chamado Comfort Inn., situado na mesma morada, foi inaugurado em 21 de julho de 1956, propriedade de José Teodoro dos Santos, na altura também dono do Casino Estoril, foi projetado pelo Arquiteto Raul Tojal com colaboração do Arquiteto Manuel Coutinho de Carvalho.

Foto do edifício que atualmente ocupa a
esquina da Avenida Duque de Loulé, nº 77 ,
então Hotel Embaixador, atualmente Comfort Inn.


Fontes:
A Casa Unifamiliar Burguesa na Arquitetura Portuguesa, Rui Jorge Garcia Ramos, FAUP, 2004.
lisboadeantigamente.blogspot.com;
paixaoporlisboa.blogs.sapo.pt;
biclaranja.blogs.sapo.pt;
pt.wikipedia.org;
restosdecoleccao.blogspot.com;

Menção Honrosa Premio Valmor em 1914 (Casa Braz Simões)


Foto da fachada principal da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16

Em 1914 foram distinguidas três obras com Menções Honrosas, duas delas atribuídas a projetos idealizados por não arquitetos e cujos edifícios já foram demolidos. Referimo-nos a duas habitações unifamiliares, uma na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7, post anterior, e outra na Rua Cidade de Liverpool, 16 pertencente a José Simões de Sousa, objeto ora em análise.


Foto de pormenor da fachada lateral da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16

Os seus autores foram o “condutor de obras públicas” António da Silva Júnior e o “desenhador” Rafael Duarte de Melo, respetivamente. A terceira Menção Honrosa também foi para uma moradia unifamiliar situada no Campo Grande, 382 pertencente a Artur Magalhães com Arquitetura de Álvaro Machado (1874-1944). Nesta escolha o júri considerou que as “duas fachadas de estilização portuguesa recomendam-se”.


Foto de pormenor dos azulejos da fachada principal da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16


Na rua Cidade de Liverpool, 16, foi projetada por Rafael Duarte de Melo uma moradia para José Braz Simões de Sousa, no bairro que promoveu, e teve a menção honrosa do Prémio Valmor de 1914. 
Habitação de reduzidas dimensões o que não impediu uma cuidada elaboração do percurso de acesso e entrada na casa. Foi construída num promontório, com escadaria exterior de desenho sinuoso, em planta e ferragens Arte Nova. 


Foto da janela da fachada principal da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16


A escada ocupa uma posição central na organização do espaço doméstico.
A utilização de estruturas de ferro e vidro, na fachada principal permite marcar a sua presença urbana, e na galeria lateral, que liga contornando a escada, a cozinha á sala de jantar, resolve de forma eficaz a circulação entre os dois compartimentos.


Foto de pormenor dos azulejos da fachada principal da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16


Na fachada principal o pintor criou um motivo padronizado de flores polícromas. Estas emolduram um leão representado de forma realista. A originalidade deste conjunto é sublimada pelas estilizações Arte Nova, cujos tons denotam uma certa fantasia. 
Na obra de Joaquim Luís Cardoso encontramos referências ecléticas e Arte Nova, eximiamente exploradas. O traço e o rigor no desenho são de qualidade excecional, além de dominar a técnica das cores durante a cozedura. Também desenvolveu, de forma original, o contraste e dégradés cromáticos, conseguindo assim um certo efeito de luz e fantasia nas composições criadas.


Ficha técnica da planta parcial da Casa Braz Simões,
Rua Cidade de Liverpool, 16

Fontes:
Estudo: A Arte Nova em Lisboa, António Francisco Arruda de Melo Cota, Fevereiro, 2017.
A Casa Unifamiliar Burguesa na Arquitectura Portuguesa, Rui Jorge Garcia Ramos, FAUP, 2004;
lisboasos.blogspot.com
archive.is

Menção Honrosa, Prémio Valmor 1930 (Casa Isidoro Sampaio de Oliveira)

Localizada nos números 54 e 56 da Avenida da Republica, em Lisboa, destinada a habitação, Isidro Sampaio de Oliveira encomenda o projeto ao Arquiteto Porfírio Pardal Monteiro, edifício de características modernistas é construído entre 1927-1928, e distinguida com uma menção honrosa do Premio Valmor de 1930.
A moradia foi projetada para ocupar a maior parte da área do lote de terreno onde se insere, respeitando igualmente a sua planta quadrangular. A tendência modernista, patente nas linhas simples e na sobriedade decorativa das obras coevas de Pardal Monteiro, traduz-se aqui também no volume único e paralelepipédico, cuja aparência de “caixa” é reforçada pela ocultação do telhado (de 4 águas, com pouca pendente), para lá de uma larga cornija de perfil retilíneo. 
No entanto a linearidade é quebrada por uma varanda de canto, ainda que integrada na estrutura cúbica. A fachada principal é revestida a cantaria, “pormenor” denunciador do nível económico do cliente, bem como do estatuto de residência da alta burguesia que o bairro viria a consolidar progressivamente. De ressalvar ainda o rasgamento de janelas triplas, que seria igualmente utilizado nas outras moradias referidas, e que assume particular destaque no piso nobre. 
Entre os elementos mais propriamente ornamentais, genericamente integráveis na linguagem Art Déco, mas já não puramente académicos, destacam-se os relevos escultóricos de algumas cantarias, mísulas e floreiras, ou os elegantes gradeamentos das janelas e sacadas, com motivos florais que complementam com graciosidade a decoração geometrizante dos painéis e frisos de mosaicos brilhantes, dourados e multicolores, aplicados a intervalos ritmados. Com estes detalhes convivem ainda pilastras, colunas e cornijas de recorte clássico, em aplicações simétricas, ou reforçando a linearidade (horizontal e vertical) do conjunto.
Na época, a avenida da Republica e a Fontes Pereira de Melo ainda eram de la forma desafogada que permitia, da tranquilidade da janela de seu lar, avista a Estátua de Marques de Pombal, longe de imaginarem o triste e relativo precoce desfecho a que o edifício estava condenado, seria demolido em pouco mais de 30 anos, em 1962, dando lugar a um edifício de escritórios.
Porfírio Pardal Monteiro (1897-1957), foi um arquiteto e professor universitário português. É um dos mais importantes arquitetos da primeira metade do Século XX em Portugal. Juntamente com um grupo notável, a que pertenceram Cottinelli Telmo, Carlos Ramos, Luís Cristino da Silva, Cassiano Branco e Jorge Segurado, irá protagonizar a viragem modernista da arquitetura portuguesa. Pardal Monteiro destaca-se como “o que mais construiu e que se celebrizou como primeiro moderno. Sem concessões, foi capaz de pegar no fio da tradição para inovar”. A sua obra marcou a cidade de Lisboa, tendo sido responsável por muitas das mais importantes realizações arquitetónicas entre as décadas de 1920 e 1950.
De entre elas destacam-se: Início do projeto da Nova Biblioteca Nacional de Portugal, Hotel Ritz (actual Four Seasons), 1954; Hotel Tivoli, Avenida da Liberdade, 1950; Pavilhão e Esfera dos Conhecimentos, Exposição do Mundo Português, 1940; Edifício do Diário de Notícias, 1936; Gare Marítima de Alcântara |Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, 1934; Igreja de Nossa Senhora de Fátima, 1938; Instituto Nacional de Estatística, 1931; Estação Ferroviária do Cais do Sodré, 1926 e também no Porto foi responsável pelo edifício da Caixa Geral de Depósitos, Avenida dos Aliados,1923, entre outros importantes edifícios e muitos prémios que o prestigiaram.

Fontes:
flickr.com/photos/biblarte
pt.wikipedia.org
toponimialisboa.wordpress.com
patrimoniocultural.gov.pt

Ruínas da Igreja Matriz de Arcozelo

Foto da entrada no Cemitério de Arcozelo e
Ruínas da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas

A procissão em honra da padroeira, Nossa Senhora de Entre as Vinhas, ainda passa, todos os anos pelos dias 7,8 ou 9 de setembro, pelas ruas da freguesia dos Arcozelos, mas não ao toque dos sinos da torre da antiga Igreja Matriz.
Apesar do notório estado de ruína, em que se encontra, continua a ser o monumento mais emblemático da freguesia dos Arcozelos. Edificada no século XVII, no lugar de Arcozelo do Cabo, possuía, no seu interior, quatro altares, designadamente o de Nossa Senhora de Entre as Vinhas (a padroeira), o do Santíssimo, o do Senhor da Aflição e o do Coração de Jesus, e ainda duas capelas particulares: a de Santa Isabel (onde aparecia gravado na pedra o ano de 1517), pertencente à família dos Sás, e a de Santo Agostinho, da família dos Rebelos, ambas com os respetivos brasões. Possuía ainda as imagens de Nossa Senhora do Rosário, Santo António e Santa Bárbara. Tinha já em 1758 uma irmandade do Coração de Jesus.

Foto do Sino da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas


Arcozelos é o resultado da junção das povoações de Arcozelo da Torre e de Arcozelo do Cabo. A sede de freguesia era na altura o Arcozelo do Cabo, onde foi criada a primeira escola, que passa em 1885 para o Arcozelo da Torre, por esta altura, uma ligeira rivalidade, que há muito se faz notar, entre as localidades da freguesia, com implicações sobretudo a nível da administração local, vai influenciar também as decisões paroquiais.


Foto da fachada da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas

Com a necessidade de realização de obras de reparação na Igreja Matriz, surgem intenções de a “deslocar” para terreno “neutro” às duas localidades, desta forma, e depois de vários anos de impasse em que a grande penalizada foi a Velha Igreja Matriz, acaba por ser construída, já em pleno século XX, uma nova Igreja Matriz, na localidade de Arcozelos, que viria a sentenciar a ruina literal da então Igreja Matriz.

Foto da fachada principal da Nova Igreja Matriz


Estendem-se as terras arcozelenses desde a ribeira de Leomil até à Quinta de Porquinhas, passam pelas matas do Verdeal e espraiam-se pelos campos da Ribeira do Tedinho. Toitam, Admeios, Porquinhas, Seixo, Arcozelo da Torre e Arcozelo do Cabo são os topónimos mais importantes que assinalam a aglutinação da comunidade arcozelense. Fez sempre parte do concelho de Caria, passando para o de Moimenta da Beira em 1834. Freguesia mais recente que os povos que a formam, (Toitam é o povo mais antigo dos Arcozelos, certamente anterior ao século XII, possivelmente erigido a partir do velho Castelo de Caria), surge no século XV/XVI, como capelania da Vila da Rua. Foi depois elevada a paróquia, tendo arquivo paroquial próprio desde 1583. Era curato anexo à reitoria da vila da Rua, passando mais tarde a reitoria.


Foto da fachada principal e lateral da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas

Terra de casas senhoriais, algumas das quais brasonadas, tendo existido, numa delas, uma torre onde se arrecadavam os foros reais, segundo informação da memória paroquial de 1758, escrita pelo padre Inácio Vicente. Terra de sepulturas remotas escavadas na rocha (na Gaia e na Senhora da Cabeça), de espécimes artefactos raros como a Pedra do Responso, de fontes antigas e de dois ribeiros que obrigaram à construção de pontes arcadas. Terra de Rebelos, Sás, Coutinhos e Lencastres que deixaram para os vindouros resquícios da sua remota existência. É também terra de belos monumentos religiosos, uns do povo outros de particulares, alguns dos quais soçobraram com o tempo, nomeadamente a capela do Mártir, a capela de Nossa Senhora da Cabeça, a capela de Santa Eufémia, a ermida de Santo António, a capela de S. Sebastião, a capela de N. Sra. da Encarnação, a capela de N. Sra. da Conceição, a capela de S. José e a capela de N. Sra. da Piedade.

Foto de pedra tumular deslocada


A pesquisa arqueológica feita até ao momento indica que o território que constitui a freguesia dos Arcozelos foi parcialmente romanizado e os principais vestígios medievais são sobretudo referentes a enterramentos, sendo eles nomeadamente uma sepultura escavada na rocha no lugar da Gaia e uma tampa presumivelmente sepulcral, colocada junto à Fonte dos Baptizados, no Largo da Bandeira, contudo, já incompleta, onde foram gravadas uma cruz e uma espada.

Foto da porta principal da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas


Pressupondo-se ainda que, no Toitaínho, ter-se-á edificado uma das fortalezas de Caria, concelho a que pertenceu até ao ano de 1834, antes de integrar o município de Moimenta da Beira, o destaque vai, no entanto, para o legado arquitetónico da Época Moderna, solarengo e especialmente religioso, quando, por algum tempo, as suas terras estiveram sob a jurisdição da Universidade de Coimbra, demarcação essa que ainda se pode observar pela colocação de blocos graníticos com a inscrição “DE V”, nos lugares de ribeira do Tedo, Costeira e Leiras.

Foto do Sino da torre da Igreja Matriz – Nossa Senhora de Entre as Vinhas

Fontes:
AVATARES DA MEMÓRIA, História, Paisagem e Património do concelho de Moimenta da Beira, Jaime Ricardo Gouveia, 2013;
Informações foram colhidas, informalmente, junto de habitantes locais;
memoriaportuguesa.pt;
cm-moimenta.pt;
moimentananet.blogspot.com;

Ponte Pênsil da Trofa (extinta)

Inaugurada em 1858 e tida como uma das “mais elegantes do Reino”, como escreveu Alberto Pimental na sua obra “Santo Tirso de Riba d’Ave”, a construção da Ponte Pênsil da Trofa, como ficou oficialmente designada, eliminou definitivamente o problema da travessia sobre o rio Ave, ligava Ribeirão (Vila Nova de Famalicão) e São Martinho do Bougado (Trofa), até então feita com recurso à utilização de barcas. 
Suspensa sobre o rio, daí o nome, a ponte pênsil era apoiada nos seus extremos por dois enormes Pegões de granito, de altura até ao nível do pavimento da estrada. 
Estava suspensa por cordões aramados presos e cabos de suspensão, que tinham os seus extremos nas casas dos portageiros. 

Projectada exclusivamente por engenheiros portugueses a sua construção inseriu-se numa empreitada mais ampla – a nova estrada de ligação entre Porto e Braga (EN 14).
Esta via estruturante que veio a facilitar o fluxo de mercadorias e pessoas entre as duas cidades, a responsabilidade da Companhia de Viação Portuense dirigida,  na altura, pelo Barão de Massarelos, António Gomes dos Santos e José Barros Lima, tendo o respectivo contrato de construção sido assinado em 9 de Setembro de 1851. 

Esta via apesar de só ter ficado concluída em 1855, naturalmente com excepção da Ponte Pênsil, as carreiras de diligências entre Porto e Vila Nova de Famalicão iniciaram-se logo em 1852, tendo alcançado Braga, no ano seguinte. As diligências, carruagens puxadas por duas ou três parelhas de cavalos, levavam uma média de 6 a 7 horas na ligação Porto-Braga, incluindo o tempo gasto nas paragens em vendas  ou estalagens, que existiam ao longo do percurso Durante esse período a travessia do Ave, era efectuada sobre uma rudimentar ponte de madeira.

Apesar das tentativas da população e das autoridades locais para o evitar, esta ponte foi demolida em 1934, por ser demasiado exígua e não reunir as devidas condições de segurança. 
Em seu lugar iria ser construída a actual ponte de cimento armado, melhor preparada para o intenso tráfego de uma região e um País em desenvolvimento.

Manuel da Costa Pereira Serra nasceu a 6 de Julho de 1894, em Mosteiro, São Martinho de Bougado, filho de José da Costa Pereira Será e de Ana Dias de Araújo. Nas horas de nostalgia, este Bougadense de São Martinho, dedilhava o cavaquinho, seu companheiro das melancolias. Afinal nem todas as horas são alegres na vida de uma pessoa. 
Nos seus versos Manuel da Costa Pereira Serra – era assim que ele os assinava – mostrava-se defensor acérrimo da sua terra e dos seus valores, até com uma certa graça.

Ponte Pênsil da Trofa

Eu vou contar uma história 
Sobre uma ponte de pau, 
Lembrada ponte da Trofa, 
Antiga ponte do Vau.

Esta é já tão antiguinha 
Como a história da Barca; 
Também era conhecida 
Por ponte pênsil da Barca.

Mas agora o que não lembra, 
Deixemo-nos de ilusão, 
É que essa bonita ponte 
Se chame de Ribeirão.

Eu cá sempre ouvi chamar 
E tenho visto na história 
A ponte pênsil da Trofa, 
Se não me falha a memória.

Agora caros amigos, 
Esta é mais disparatada: 
Credo! Uma ponte de pau 
Também ter de ser crismada!…

Quer de um lado quer de outro 
Parece ser pretendida 
Os da Trofa e Ribeirão 
Pela ponte dão a vida.

P’ra todos ficar contentes 
Não andar de cara ao lado, 
Ah! Parte-se ao meio a ponte 
Ribeirão leva um bocado.

Nesta poesia está o reflexo da cobiça que houve nos anos trinta – fim do seu reinado – à ponte pênsil por gentes da Trofa e de Ribeirão. Neste poema está um bom naco do quotidiano de uma geração. A região teve então em Manuel Serra um poeta humorista que sabia tratar as coisas com graça e subtileza de modo a levantar as questões sem melindrar qualquer das partes.

Fontes:
jorgepaulooliveira.blogspot.com;
monumentosdesaparecidos.blogspot.com;
freg-ribeirao.pt;
portoarc.blogspot.com;
portodeantanho.blogspot.com;

Menção Honrosa do Prémio Valmor de 1909 (Palacete Mendonça)

Foto (editada) do Palacete Mendonça na Rua Tomás Ribeiro, 4-7

Este edifício, localizado na Rua Tomás Ribeiro, 4-7, em lisboa, com projeto do Arquiteto de António Couto Abreu, propriedade de João António Marques Sena, foi premiado com menção honrosa do Prémio Valmor de 1909, demolido em 1954, ocupando agora o seu lugar um edifício de escritórios.
O Arquiteto Couto Abreu e Adães Bermudes, foram coautores do projeto vencedor do concurso para o Monumento o Marquês de Pombal em Lisboa, em parceria com o escultor Francisco dos Santos.
De entre os seus projetos arquitetónicos, destaca-se a Casa Empis, Prémio Valmor, 1907, um edifício também de gaveto, com características semelhantes, edificado em estilo Francisco I e inspirado na Renascença Francesa, lembrava o castelo de Blois e a casa de Diana de Poitiers, curiosamente também foi demolido no mesmo ano, em 1954, foi o primeiro Prémio Valmor a ser demolido. 
Por edital da C.M.L. de 1907, a antiga Rua do Sacramento, que era a continuação da Estrada da Cruz do Tabulado, à esquerda indo da Rua Gomes Freire, que começava na esquina da Rua Chafariz de Andaluz e findava no largo de São Sebastião da Pedreira, passou a denominar-se Rua de Tomás Ribeiro.
Fontes:
sigarra.up.pt
lisboadeantigamente.blogspot.com
pt.wikipedia.org

Menção Honrosa Premio Valmor em 1914 (Casa do Diretor Técnico da Fábrica de Cerveja Germânia)

Gravura (editada) da Casa do Diretor Técnico da Fábrica de Cerveja Germânia,
na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7

Em 1914 foram distinguidas três obras com Menções Honrosas, duas delas atribuídas a projetos idealizados por não arquitetos e cujos edifícios já foram demolidos. Refiro-me a duas habitações unifamiliares, uma na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7, ora em análise e outra na Rua Cidade de Liverpool, 16 pertencente a José Simões de Sousa, a qual será abordada posteriormente. Os seus autores foram o “condutor de obras públicas” António da Silva Júnior e o “desenhador” Rafael Duarte de Melo, respetivamente. A terceira Menção Honrosa também foi para uma moradia unifamiliar situada no Campo Grande, 382 pertencente a Artur Magalhães com Arquitetura de Álvaro Machado (1874-1944). Nesta escolha o júri considerou que as “duas fachadas de estilização portuguesa recomendam-se”.


Gravura da fachada principal da Casa do Diretor Técnico da Fábrica de Cerveja Germânia,
na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7


Situada nos números 5 e 7 da Rua Pascal de Melo em Lisboa, esta constatação é particularmente relevante ao permitir estabelecer uma conexão natural, entre a casa burguesa de influência ainda novecentista e a casa moderna, o projeto foi publicado na prestigiada revista “A Arquitectura Portuguesa”, ano VIII, n° 3, 1915, foi encomendado por Richard Eisen, diretor técnico da fábrica de cerveja Germânia ao arquiteto e “condutor de obras públicas” António Rodrigues da Silva Júnior (1868-1937) em 1913, figura proeminente nas áreas da engenharia e arquitetura portuguesa, recebeu em 1914 a menção honrosa do Prémio Valmor de Arquitetura pela construção do edifício, aquele vivia a ser demolido em 1967.


Gravura da lateral e traseiras da Casa do Diretor Técnico da Fábrica de Cerveja Germânia,
na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7


No edifício, nas opções estéticas ou no tipo e qualidade de construção, existiu uma intenção de criar riqueza arquitetónica na sequência da redução intencional da área de habitação, uma casa de menores dimensões, pode ser uma casa socialmente representativa e uma habitação confortável. Este aspeto metalinguístico, constitui o elo que marca a continuidade entre a arquitetura do final do século XIX e o início da modernidade. 
Nesta casa, não estaremos perante limitações económicas, mas também não existe uma intenção de produzir um palacete. A casa ao adequar-se a um lote urbano de gaveto, regista uma notável eficiência na sua relação com a rua, tratando o gaveto com um corpo cilíndrico mais baixo que articula os volumes edificados. É importante notar que o percurso de acesso da entrada até ao átrio central é organizado de forma a surpreender o visitante quando chega a este espaço. Este dispositivo de transição, entre a rua e o interior, contrai o espaço de passagem para maximizar o efeito de escala da entrada no grandioso átrio central. O ponto de chegada do visitante a este espaço central, situa-se em frente da escada, de dois lanços, situada no lado oposto e iluminada por um vão lateral, num encenação cuidadosamente elaborada.


Ficha técnica da planta da Casa do Diretor Técnico da Fábrica de Cerveja Germânia,
na Rua Pascoal de Melo, N.º 5-7


Ao longo da sua carreira, António R. da Silva Júnior produziu mais de duas centenas de projetos, de raiz ou de readaptação, entre os quais se salientam os dos estabelecimentos termais do Estoril e Vidago, da Praça de Touros do Campo Pequeno, edifícios da Casa da Moeda e edifício da Fábrica de Cerveja Portugália Lda. (dona da cerveja Germânica) à semelhança de várias casas particulares, quartéis da Guarda Fiscal e instalações alfandegárias entre outros.O projeto de alterações (“apropriações”) do Palácio Alverca em Lisboa, futuro Monumental Club ou Magestic, tem a assinatura do arquiteto António Rodrigues da Silva Júnior. Obra notável de qualidade e rapidez ainda para os nossos dias, esta adaptação foi um trabalho gigantesco.
Arquiteto do imaginário sintrense. Autor do estudo A Atlântida (Subsídio para a sua reconstituição histórica, geográfica, etnológica e política), publicado em Lisboa na revista “A Arquitetura Portuguesa”, de janeiro de 1930 a maio de 1933.

Fontes:
A Casa Unifamiliar Burguesa na Arquitectura Portuguesa, Rui Jorge Garcia Ramos, FAUP, 2004;
opactoportugues.blogspot.com;
lisboasos.blogspot.com;
arquivodigital.cascais.pt;
tracodoarquiteto.cm-sintra.pt;
arquivodigital.cascais.pt.